Moçambique: líder do MDM reitera acusações contra Governo e Renamo

Moçambique: líder do MDM reitera acusações contra Governo e Renamo

Maputo – Em declarações ao PINN, na manhã desta quarta-feira (30), o presidente do Movimento Democrático de Moçambique afirmou que o país está em guerra, apesar do Governo e a Renamo não terem ainda declarado. Para Simango, onde morrem pessoas de forma inatural, em resultado de confrontos armados, é uma declaração de guerra. “Estamos perante uma guerra não declarada. Não declaram a guerra por falta de coragem e receio de dizer a verdade ao povo moçambicano”.

Desde que iniciaram os confrontos há mais de duas semanas, há relatos na região centro de Moçambique, de dezenas de mortos, feridos, bens destruídos e centenas de pessoas desalojadas.

Perante a situação de instabilidade social, política e militar, o líder do MDM acusa de arrogantes o Governo e a Renamo. “Eles não têm o princípio do amor ao próximo, esqueceram-se em pouco tempo da guerra civil que destruiu o país durante 16 anos”, disse Simango.

Na madrugada desta quarta-feira, os guerrilheiros da Renamo e as forças armadas do Governo voltaram a confrontar-se, no povoado de Sitatonga, província de Manica, região centro de Moçambique. Dezenas de soldados do governo e guerrilheiros da Renamo morreram no local, segundo fontes militares.

As mesmas fontes revelam que as forças governamentais tentaram sem sucesso ocupar a base militar da Renamo, localizada no povoado de Sitatonga. Importa referir que durante a guerra civil, dos 16 anos, a Renamo usou o local como base logística.

Uma fonte do PINN no Ministério da Defesa de Moçambique, informou que Manuel Mazuze, director adjunto da Política de Defesa vai-se pronunciar esta tarde sobre a evolução do conflito armado entre as forças governamentais e guerrilheiros da Renamo.

Jorge Mirione
Colaborador PINN em Maputo

 

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