Quick Gourmet: Afinal há máquinas saudáveis!

Quick Gourmet: Afinal há máquinas saudáveis!

Alimentação equilibrada disponível nas máquinas de vending. Esta é a proposta de Eduarda Oliveira que quer oferecer produtos alimentares de melhor valor nutricional nestas máquinas

Por que razão as máquinas de vending têm de disponibilizar todas o mesmo? Snacks doces e salgados e pouco ou nada de produtos saudáveis como fruta, saladas ou mesmo sopas? “É tudo uma questão de custos que as grandes empresas de vending não querem assumir”, avalia Eduarda Oliveira, de 33 anos e mentora do projeto Quick Gourmet. Para encontrar apoios financeiros para contrariar a tendência, a jovem empreendedora recorreu ao financiamento através do crowdfunding Internacional Indiegogo.

Com o projeto em mente durante dois anos, chegou a hora de apostar na diferença. “Quem trabalha com horários rotativos e nos turnos da noite não tem alternativas saudáveis. Já para não falar das máquinas disponíveis nos locais públicos, como os hospitais, onde nem sempre a oferta é adequada ao público”, adverte. Para além do saciar a fome, Eduarda acredita que o Quick Gourmet também pode melhorar a motivação: “Conseguimos reforçar a empenho individual do trabalhador, se o mesmo se sentir confortável e cómodo no seu local de trabalho. Esse conforto também passa pela alimentação”, adianta ao Mercado Alimentar.

Por esse motivo, sentiu que havia espaço para as transformar as máquinas de vending, num produto que disponibiliza de forma rápida, acessível e económica, refeições saudáveis e que sejam “soluções para todas as refeições do dia, desde o pequeno-almoço ao jantar”.

Maçãs ou pêras fatiadas, cenouras em palitos, sandes variadas com pão de cereais, pastelaria sortida sem cremes, bolachas simples e integrais, iogurtes, leites e águas e… sopas! Ou até mesmo, sazonalmente, saladas e outras surpresas alimentares. Tudo à vista, mas dentro da máquina. “O grande desafio foi encontrar máquinas de vending com um sistema de porta e com capacidade para guardar as embalagens que os fornecedores disponibilizam”, conta ao Mercado Alimentar.

Com as questões da segurança alimentar sempre presentes, “os produtos devem estar corretamente acondicionados, com os rótulos e os prazos de validade bem visíveis”, resta agora encontrar o apoio financeiro que necessita para colocar as máquinas no mercado: “É preciso suportar os primeiros custos, como o aluguer das máquinas ou os materiais de conservação e de transporte de frio”, remata.

Mercado Alimentar

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