A taxinha para dormir

A taxinha para dormir

“Mais uma vez se verifica que são sempre os munícipes a pagar os custos da irresponsabilidade financeira dos municípios, sendo que qualquer pretexto serve para inventar taxas que não correspondem à contrapartida de qualquer serviço público prestado, e que por isso não passam de impostos encapotados. Um exemplo típico é a protecção civil, que é uma função geral do Estado, e que por isso já é paga nos impostos, não podendo servir de pretexto ao lançamento de taxas.”…

                 (Luís Menezes Leitão in Delito de Opinião)

E agora alguns excertos dos comentários feitos ao mesmo texto de Luís Menezes Leitão

“O mesmo António Costa que tinha garantido em Julho de 2013, aquando da campanha autárquica que não aplicaria tais taxas.”

” Se um passageiro desembarcar no aeroporto de Lisboa em transito para Coimbra, tem de pagar a taxinha de turismo?”


“Pergunta no ar… Isto é constitucional? A taxa pelo Aeroporto, digo. Bota descriminação em cima, desde quando um aeroporto é usufruto de uma só cidade?”

Julgo que depois dos aumentos no IMI, da água, do gás e da eletricidade que por aí já foram anunciados, só nos faltava mesmo esta “taxinha” que para qualquer economista mais não é do que um imposto mal encapotado. Só falta que tenha de pagar por me deitar na minha cama em Lisboa e mudar-me para o Porto onde parece que o autarca ainda nos permite dormir em paz!

Fio de Prumo – Helena Sacadura Cabral