Fraga da Almotolia

Fraga da Almotolia

Este post foi originalmente publicado neste site
Há dias, falei aqui do Buraco Sagrado, um dos lugares “secretos” de Vila Real. Hoje estive perto de outro, a Fraga da Almotolia. 

Pergunte-se a um vilarealense se conhece a Fraga da Almotolia. Em dez, deve encontrar um que diz que “ouviu falar” e, em cem, talvez um tenha por lá passado algum dia. E, no entanto, se lhes pedirmos indicação sobre onde é o Chaxoila, quase todos dirão que sabem – sem que reconheçam que o tal lugar da Fraga da Almotolia (porque se chamará assim?) é quase por detrás do restaurante Chaxoila, desde há muito uma “casa de pasto” de referência das cercanias da cidade de Vila Real.
A Fraga da Almotolia, uma área na zona das Flores, à saída de Vila Real para Chaves, era um lugar tradicional de exercícios militares do RI 13, a unidade do Exército da cidade. A seguir à descolonização, a exemplo do que aconteceu em outras zonas do país, a agência norueguesa para a cooperação, Norad, criou na Fraga da Almotolia um bairro para acolher famílias de “retornados”, numa acção de solidariedade que viria a ser complementada com uma magnífica ajuda à construção e equipamento do novo Hospital de Vila Real. Não obstante ter dado a uma das suas avenidas o nome de Noruega, fico com a sensação de que a cidade nunca agradeceu devidamente estes desinteressados gestos nórdicos.
Por que falei hoje na Fraga da Almotolia? Porque fui almoçar (aliás, muito bem) ao Chaxoila e achei que o serviço público que é este blogue também tem obrigação de revelar aos seus leitores os locais do Portugal desconhecido que existem na minha terra. Prometo não exagerar nesta toponímica bizarra, mas ainda não excluí elucidá-los sobre os mistérios da esquina da Cardoa, partindo já do princípio de que lhes são familiares os Quinchosos, que já foram beco e hoje ganharam vida nova. 
 

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