Opinião

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Capítulo 2 – A viagem até Londres! – Um Mar de Recordações

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Num passado de indefinições, um presente intermitente em que um futuro ambicioso se avizinha

14 de Setembro de 2016… Esta data para mim vai ficar para sempre marcada como o dia em que abandonei o meu país em busca de um sonho. Foi o começo de uma nova vida com uma página completamente em branco. No fundo, tudo passou a ser uma incerteza, pois não fazia ideia do que ia acontecer nas próximas horas. Por muito que isso fosse desafiador, era em certa parte bastante assustador. Afinal esta era a primeira vez que ia viver fora de casa e isso implementava alguns problemas… 

Dizer que esta aventura está a ser um mar de rosas era mentir-vos descaradamente, naturalmente que tem havido algumas coisas menos boas. As saudades é provavelmente o pior dos aspectos. Nunca gostei de despedidas, daí apenas ter dito a um pequeno circulo de pessoas que ia sair de Portugal. Ainda assim, isso não fez com que essas conversas não deixassem de ser particularmente dolorosas.

Regressando ao dia da viagem, no aeroporto de Humberto Delgado passei alguns momentos complicados. Foi muito mais difícil do que pensei virar costas a tudo aquilo que conhecia. Confesso que por momentos pensei mesmo em desistir, mas acabei por ir em frente. Não me interpretem mal, a vontade de ir para Londres era muita, mas a viagem até lá não foi nada fácil. Pode dizer-se que foi, sem dúvida, uma montanha russa de emoções…

No entanto, quando aterrei em Heathrow vinha com esperanças num futuro risonho. De facto, o impacto da capital britânica é arrebatador, de uma magia inacreditável (quem segue o Um Mar de Recordações há algum tempo sabe que eu sou louco por Harry Potter). Quando saí do aeroporto fui em direcção ao metro e apanhei a linha Piccadilly em direcção… à estação de King’s Cross. Parecia destino, um sorriso enorme surgiu na minha face com o pensamento que talvez esta tenha mesmo sido a decisão certa. Era ali que começava a minha aventura!







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O ‘Um Mar de Redcordações’ é um blog dedicado à paixão pela escrita, criado em Janeiro de 2009 e reditado em Janeiro de 2011. Podes contactar-me através do e-mail: miguel_alexandre7@sapo.pt.


 

 

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O que a direita prepara é um golpe “constitucional” para derrubar o governo mantendo o regime. Mas denunciar estes golpistas não significa dar o apoio a uma presidente e uma política que fraudaram as expectativas nelas depositadas.

Um amigo de longa data envia-me uma mensagem, preocupado com a minha segurança. Quer saber se estou em Portugal ou no Brasil e, no segundo caso, se cuidei da minha segurança e da minha família diante do golpe militar iminente. Procuro tranquilizá-lo: não é um golpe militar que está em curso no Brasil, apesar de um setor minoritário das manifestações multitudinárias pelo afastamento de Dilma Rousseff pedir a intervenção das Forças Armadas. A maioria dos partidos da direita, o patronato representado pela poderosa FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), o setor financeiro, os donos do agronegócio querem de facto afastar Dilma da Presidência e o PT do governo, mas o que preparam é um “golpe constitucional”, que seria a aprovação do impeachment da Presidente pelos deputados e senadores, mesmo sem haver fundamentação jurídica, isto é, sem haver um crime de responsabilidade cometido por Dilma Rousseff.

Este tipo de golpe, que derruba o governo mas mantém o regime, ficou conhecido por “golpe paraguaio” em memória da destituição do presidente daquele país, Fernando Lugo, por votação do senado, num processo relâmpago que durou pouco mais de 24 horas, no dia 22 de junho de 2012.

Tal como o processo de Lugo, o de Dilma é uma farsa, porque a presidente não é acusada de qualquer falta que possa ser considerada crime de responsabilidade. É uma farsa porque o processo de impeachment foi aceite por um presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que está acusado de crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro pelo Procurador Geral da República e foi tornado réu pelo próprio Tribunal Superior Federal. É uma farsa porque a primeira decisão de realmente abrir ou não o processo cabe a uma comissão de 65 deputados eleitos nesta quinta-feira, 40 dos quais receberam, para as suas campanhas eleitorais, contribuições financeiras de empresas investigadas pela Operação Lava Jato. Quatro desses deputados estão mesmo sob investigação dos procuradores.

Mais: pela lei, se Dilma for afastada, tomará posse o seu vice, Michel Temer, do PMDB, que é igualmente responsável pelas “pedaladas fiscais” que servem de pretexto para o impeachment da presidente.

Se o governo de Dilma cair, fruto desta farsa e da pressão das manifestações massivas que pedem o seu afastamento, o governo que vier a seguir será mais agressivo socialmente que o seu tem sido, mais austeritário, mais pró-imperialista, mais repressivo. Mas não será uma ditadura militar.

Depois desta longa explicação, o meu amigo não ficou muito tranquilo. Perguntou-me:

– Mas, então, para ti é indiferente haver ou não esse tal de impeachment?

Claro que não – respondi-lhe. Não se pode ficar neutro diante do impeachment. É preciso denunciá-lo e opor-se à farsa.

Governo indefensável

Mas uma coisa é denunciar e opor-se ao impeachment e outra muito diferente é apoiar este governo. Porque, desde que tomou posse, Dilma Rousseff aplicou uma política oposta àquela que defendeu na campanha eleitoral e a levou à Presidência. E, absurdo dos absurdos, é justamente a mesma política que defendia o seu adversário derrotado, Aécio Neves. O “ajuste fiscal”, o nome que dão no Brasil à nossa conhecida austeridade, começou logo por reduzir o subsídio de desemprego e o auxílio na doença, prosseguiu nos cortes de orçamento nas áreas sociais, e prepara-se para fazer uma reforma na Previdência Social que aumentará a idade da reforma e outros ataques. Numa economia já atingida pela recessão internacional e em particular pela queda de preços das matérias primas que o Brasil exporta, esta política teve um efeito devastador, levando o desemprego a crescer em flecha, aproximando-se dos 10%.

Até no terreno das liberdades democráticas o governo Dilma aplicou a política da direita, fazendo aprovar uma lei antiterrorista que pode ser usada para atacar o direito à manifestação e os movimentos sociais.

Como disse o Guilherme Boulos, líder do Movimento dos Sem Teto, não vamos defender este governo, porque é indefensável. Ele é o culminar de uma política que começou a ser aplicada por Lula, de fazer tudo o que o grande capital financeiro e industrial querem, ao mesmo tempo que aproveitava a conjuntura internacional favorável para aplicar algumas medidas assistencialistas – as diversas bolsas, como a Bolsa Família – e aumentar um pouco, em termos reais, o salário mínimo. Num país com uma desigualdade tremenda, esse pouco significou muito para milhões de pessoas, mas o próprio Lula reconheceu que no seu governo os banqueiros ganharam como nunca.

Ao mesmo tempo, Lula procurou consolidar o seu poder através das mais espúrias alianças. Fernando Collor, seu adversário nas eleições de 1989 e o primeiro presidente a sofrer impeachment em 1992, é hoje um fervoroso aliado de Lula e de Dilma. Bem como o sinistro Paulo Maluf, que nos extertores da ditadura militar foi o candidato oficial a presidente na eleição indireta do Colégio Eleitoral e sobre o qual pesa um mandato de prisão internacional por movimentação de dinheiro ilícito. As alianças com o PMDB, o partido que está sempre por cima, com a Igreja Universal, com outros partidos menores de direita, implicaram o estabelecimento de uma rede de favores e de negócios que foi deixando de lado a “ética na política”, imagem de marca defendida originalmente pelo PT, para culminar em escândalos como o “Mensalão” e o “Petrolão”. O PT da afirmação da classe trabalhadora na cena política, porque “trabalhador vota em trabalhador”, transformou-se no partido do sistema, que governa o país há 13 anos e que em nada se diferencia dos outros. O Lula das greves do ABC transformou-se no “Lulinha paz e amor” que garante não oferecer perigo algum aos banqueiros e empresários.

Durante algum tempo, criou-se a ilusão que esta política conseguia o milagre de agradar a todos: o povo mais pobre melhorava, os banqueiros lucravam como nunca, o país crescia e os índices de popularidade de Lula batiam recordes. Mas quando a conjuntura internacional se alterou, a ilusão desfez-se, e a grande burguesia chegou à conclusão que já não precisava do PT para nada, que podia governar diretamente através dos seus partidos, como o PSDB.

Diante disto, Lula volta agora à ribalta política para defender a mesma política. O discurso que fez na manifestação desta sexta-feira em S. Paulo voltou a ser o do consenso, o do Lulinha paz e amor.

Por isso defendo que a esquerda socialista deve manter total independência em relação ao governo e combater a sua política. Porque Lula, o PT e esta política são os responsáveis pela atitude expectante em que está a classe trabalhadora, permitindo que uma classe média radicalizada pela extrema-direita assuma a hegemonia dos protestos de rua.

Corrupção e Lava Jato

E aqui entra a questão que tem estado no centro da atual crise política, a da corrupção.

O Brasil deu enormes avanços na investigação e punição da corrupção. Só os dois anos de Operação Lava Jato, que investiga exclusivamente os casos relacionados com a Petrobrás, já produziu a condenação de 93 pessoas, entre eles os presidentes ou ex-presidentes de empresas de construção gigantes, como a Odebrecht, a Camargo Correia, a OAS, ex-diretores da Petrobrás, um ex-tesoureiro do PT, empresários e doleiros. Até agora, os procuradores dirigidos pelo juíz Sérgio Moro conseguiram recuperar 2.900 milhões de reais e bloquear em contas nacionais ou no estrangeiro 2.400 milhões de reais.

O juíz Sérgio Moro foi construindo uma imagem de implacável e incorruptível, que lhe granjeou uma fama sem precedentes para um magistrado. E o facto de os políticos mais investigados serem do Partido dos Trabalhadores parecia explicar-se por ser o partido que está no poder ininterruptamente desde 2003. Ainda assim, causava estranheza que denúncias de outros políticos, como o senador Aécio Neves, citado cinco vezes em delações premiadas obtidas pela Lava Jato fossem deixadas de lado enquanto a investigação se concentrava cada vez mais exclusivamente no PT.

Nas últimas semanas, porém, ficou claro que há um desvio político na operação que se concentra agora na figura do ex-presidente Lula da Silva. Apesar de as suspeitas que pesam sobre Lula serem muito frágeis (um apartamento na cidade litoral do Guarujá não é nada que Lula não pudesse ter, apesar de o ex-presidente garantir que não é dele), houve o episódio da condução coercitiva de Lula a um interrogatório que repetiu as perguntas que já tinham sido feitas antes, e o pedido de prisão preventiva do ex-presidente, tão desastrado que foi quase unanimemente condenado, até por políticos do PSDB. A cereja no topo do bolo foi a atitude de Moro de divulgar ilegalmente escutas telefónicas com pouca ou nenhuma relevância para o processo, alegando que eram do “interesse público”.

A atitude de Moro foi tão condenável que até a Folha de S. Paulo, insuspeita de ter simpatias por Lula, disse em editorial esta sexta-feira que “em meio à crise, a Justiça deve dar o exemplo, mas o juiz Sérgio Moro se deixou levar por um cálculo político incompatível com o cargo”, acusando o magistrado de fazer uma “temerária incursão pelo cálculo político”, e argumentando que “não cabe a um magistrado ignorar ritos legais a fim de interromper o que sem dúvida representa um mal maior”.

A Operação Lava Jato está pois a ser usada como arma política. Mas isto não quer dizer que o envolvimento do PT com a corrupção não seja um facto: pelo menos dois ex-tesoureiros do PT e importantes quadros partidários, como José Dirceu, estão presos e foram condenados por se beneficiarem de esquemas corruptos. Nesse sentido, a decisão de Lula ir para o governo apareceu – mesmo que não seja essa a primeira intenção – como uma fuga à Justiça e constituiu um erro de cálculo evidente.

Mas é provável que, no caso de o “golpe paraguaio” triunfar, as investigações da Lava Jato comecem a marcar passo, que muitos dos denunciados, como Aécio Neves ou Michel Temer nunca venham a ser investigados e que a corrupção volte a ser a regra nas relações das empresas com o Estado.

Terceiro campo

Diante da extrema polarização contra e a favor do governo, a posição da esquerda socialista é difícil, tanto mais que a correlação de forças lhe é desfavorável. Combater a direita, denunciar o impeachment mantendo a independência em relação ao governo e lutando contra as suas políticas. Fazer uma frente entre os partidos como o PSOL. o PSTU e o PCB, organizações sociais como o MTST ou a CSP Conlutas e a Intersindical para construir um terceiro campo que apareça como uma alternativa. Será possível pelo menos começar a discutir esta frente? Será possível construir este terceiro campo? Todas as divergências entre estas organizações deveriam ser secundárias em função desta tarefa inadiável. A ver vamos.

 

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A implosão da Síria e a instabilidade crescente em países da região provocou um imenso fluxo de refugiados em direção à Europa, que veio a somar-se ao tropismo migratório de natureza económica que o caos líbio acentuara. Os Estados da UE que se situam mais próximos desse espaço geográfico foram, pela ordem natural das coisas, os primeiros alvos dessas deslocações populacionais. 

Enquanto esses fluxos se mantiveram em níveis razoáveis, esses Estados foram lidando com essa realidade de uma forma que era comportável nos quadros normativos a que se sentiam obrigados, nomeadamente à luz dos compromissos externos que os vinculavam..Quando a dimensão desses movimentos migratórios aumentou, e na ausência de uma resposta coletiva europeia coerente, alguns desses países revelaram-se incapazes de preservar uma atitude de partilha das responsabilidades coletivas, remetendo-se a lógicas nacionais, às vezes marcadas pela prevalência, no seu tecido político, de forças xenófobas. 
A atitude coletiva europeia passou, a partir de certo momento, a ser desordenada, quase casuística, alternando tempos de afirmada generosidade com outros de retração protecionista. Para um observador comum, a posição da UE acabou por ser lida como uma mera navegação à vista, uma tentativa de ganhar tempo e aceitação nas suas opiniões públicas, esperando, quiçá ingenuamente, que uma atenuação dos conflitos travasse os factos. E, como é da lógica europeia, a UE foi tentando perceber “quanto poderia custar” estabilizar essa mesma serenidade.
É neste contexto que surge aquilo que se pode identificar como a “solução turca”. Por razões geográficas óbvias, a Turquia havia sido o “porto” inicial de acolhimento de grande parte desses refugiados, em especial os do conflito sírio. E, desse “porto”, muitos passaram a sair para o centro da Europa.
Porque se revelam difíceis as soluções no território da UE, esta tenta agora “comprar” que a Turquia “fixe” no seu território grande parte dos refugiados. Com cheques, com promessas de vistos e com uma descarada aceleração do processo de negociação de adesão da Turquia à UE (de que até os turcos deveriam desconfiar). Bruxelas sorri imenso para Ancara, que já percebeu que a tem como refém. Mas isso seria o menos.
Porém, com a sua proposta de fazer regressar à Turquia (forçadamente, está-se a ver) muitos dos refugiados que já estavam em solo europeu, a UE coloca-se flagrantemente à margem das leis internacionais que subscreveu e de que, no plano multilateral, sempre se afirmou como um garante. E isto é um imenso escândalo. Será que os europeus já se deram conta do que está a passar?
 

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Quando eu era criança pensava que os aviões deixavam no céu traços de giz. Pelo menos, embora a escalas diferentes, eram iguais aos que eu podia fazer no quadro negro de ardósia da minha escola. Claro que uma vez apanhei. Passei o recreio a desenhar percursos feitos por aviões e risquei o quadro todo. O mais grave nem sequer foram os riscos, foi ter acabado com um pau de giz inteiro. A minha professora perguntou-me o que era aquilo e eu respondi-lhe que era um céu cheio de aviões.

– Dá cá a mão!
E eu dei. Levei cinco reguadas. Nem me estou a queixar. A minha professora batia com a mesma leveza duma borboleta a pousar num ramo de árvore. De todas as reguadas que apanhei, só me lembro de me aleijar uma vez. Quando ela percebeu que tinha excedido a força, levantou-se e abraçou-me. Não chorei pela dor, mas chorei pelo abraço. Foi aquele momento de franqueza emocional de um adulto que me destruiu por dentro.
Sem ela e eu sabermos, nesse dia ensinou-me muito mais do que aquilo que era suposto. O abraço dela eternizou-se em outros abraços que entretanto recebi, quando foram iguais ou surgiram no mesmo âmbito. Alguém que me aleijou primeiro decidiu abraçar-me depois e eu chorei. Choro sempre, mesmo que não lacrimeje.
O Luís riu-se de mim quando viu a minha dor e teve que apagar todos os riscos que eu tinha feito. Alguns vinham de África e iam para o norte da Europa, outros voavam entre a América do Sul e a Ásia. Todos os riscos tinham uma origem e um destino no momento em que eu os fazia. Um voava entre Ouagadougou e Oslo, as cidades mais importantes do meu imaginário de criança. Uma porque tinha um nome giro, outra porque tinha vikings.
Nunca deixei de acreditar nos traços de giz e é assim que me lembro da minha paixão pela Joana. Tinha uma camisola com muitas riscas fininhas de cores diferentes e um casaco amarelo manchado pelo verde da relva onde nos deitávamos a olhar para o céu. Às vezes passavam algumas nuvens, outras vezes passavam pássaros ou aviões. Quando não passava nada, passávamos nós. Num beijo ou num abraço.
– Aqueles traços são de giz! – dizia eu.
– Não são nada.
– Então são de quê?
– Isso não sei, mas não são de giz.
Depois abraçava-me outra vez.
Talvez o Amor entre um homem e uma mulher tenha sempre alguma coisa dos tempos em que somos nós a desenhar o mundo e não o mundo a desenhar-nos a nós. É a maior vantagem de ser criança, aliás, podermos decidir que o mundo é o que nós queremos que seja. Mesmo no Amor.
Não sei quantos Amores já perdi por me apaixonar por mulheres que vêem o mundo como ele é e apenas como ele é. Talvez por isso mesmo este frio início de Primavera tenha sido tão quente. Deitámo-nos no chão do terraço da casa dela a olhar para um avião que voava entre Burkina Faso e a Noruega. Ela ofereceu-me um livro de banda desenhada sobre um traço de giz no meio do mar e no meio de nós. É de um autor galego chamado Miguelanxo Prado. Depois abraçou-me e disse-me que eu tinha razão. 
– Razão em quê?
– Os aviões deixam traços de giz.
 

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Órgão de MafraAgora que o acordo ortográfico anda por aí, os nossos queridos jornalistas e comentadores importaram mais uma expressão do português do Brasil e, diga-se de passagem, raramente uma expressão dos nossos irmãos de além-mar foi tão bem assimilada pelo calão do politiquês lusitano.

No Brasil andam a tentar empichar a Dilma, uma expressão forte, mas bem entendida por todos, mesmo pelos que normalmente se abstêm dos palavrões e do calão.

Por cá é o São Pedro que nos empicha a Primavera. Quando todos esperávamos que os passarinhos acasalassem e que as florinhas brotassem, os cumulonimbus cercaram a capital e despejaram toneladas de gelo empichando as intenções dos passarinhos e atrasando os rebentos hortícolas.

Em terras cubanas também se empicha nos tempos que correm. Obama foi com a família e a sogra visitar La Habana enquanto os cubanos, de bandeirinhas americanas na mão, gritavam por Fidel e Obama, uma espécie de hossana dos tempos novos, multiculturais e ecuménicos, ou seja, um empichamento adjacente ao triângulo das Bermudas de Raúl (mano menor do grande e decrépito revolucionário).

Voltando aos limites da Europa, dois empichamentos estão também em curso no dia de hoje. O primeiro e mais grave, diz respeito à rolha que a União comprou para fazer da Turquia um dos maiores campos de concentração do Mundo. O outro, um empichamento menor perto da terra deles, dos empichamentos das Caldas, onde Marcelo reuniu as tropas e mandou dar uso ao órgão, no Convento.

De resto tudo como sempre, mais empichamento, menos empichamento, cá nos vamos governando entre as geringonças, zingarelhos e traquitanas. Empichados, mas felizes.
LNT
#BarbeariaSrLuis
[0.017/2016]

 

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O programa político em marcha nos países da U.E. tem estado a impor aos povos salários mais baixos, trabalho mais precário, horários mais alargados.

Além deste embaratecimento forçado do trabalho junta-se uma segurança social com menor proteção e uma redução dos encargos patronais. Em países como o Luxemburgo, a Irlanda ou a Holanda há até uma acentuada privação voluntária de receitas fiscais, que vai servir para aprofundar a crise das finanças públicas. Depois, os governantes vendidos à ideologia ordoliberal lá dirão que “Não há dinheiro para sustentar o Estado social”…

A situação de favorecimento fiscal a grandes empresas é tão escandaloso que até a Comissão Europeia se viu obrigada em outubro de 2015 a declarar ilegais aquelas “ajudas” estatais, obrigando à recuperação de mais de 20 milhões de euros de impostos não pagos pela Fiat e pela Starbucks.

O caso da Holanda é especialmente gritante. Está transformada num autêntico “paraíso fiscal” para as multinacionais. Mais de metade das 500 maiores companhias mundiais têm sede social de fachada (apenas endereço postal) nos Países Baixos. E 19 das 20 empresas portuguesas cotadas no PSI 20 fogem, através da Holanda, ao pagamento de impostos em Portugal.

A fuga fiscal das grandes empresas para a Holanda é um autêntico assalto às receitas fiscais dos Estados. Estima-se que na Europa, e apenas na última década, o valor dos impostos pagos pelos cidadãos aumentou de 51% para 62% no total das receitas dos Estados. Mas ao mesmo tempo, o contributo fiscal das grandes empresas baixou de 17% para 9%…

A “liberdade de escolha” das grandes empresas quanto ao país onde querem pagar (pequeníssimos) impostos, é uma escolha que ao reduzir as receitas fiscais, retira meios financeiros para as prestações sociais. Esta “liberdade de escolha” é afinal um assalto fiscal, que destrói as políticas sociais. Assim, a luta pela justiça fiscal passou a ser um dos combates mais necessários do nosso tempo.

Artigo publicado em acontradicao.wordpress.com

 

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Na série de divulgação do Manifesto POR UMA DEMOCRACIA DE QUALIDADE, republicamos este artigo de José António Girão, ontem saído no jornal i.

É preciso saber dizer… basta! Enfrentemos a realidade. E comecemos por encontrar um desígnio nacional, inspirando-nos para isso na nossa história dos Descobrimentos, altura em que efetivamente fomos grandes.

Cabo da Roca
Um país de faz-de-conta
Há muito que o país sabe e tem consciência da enorme crise que atravessa. Trata-se de um problema de natureza reconhecidamente estrutural, com durabilidade preocupante e sérias implicações na esfera económica, social e política. Não o reconhecer implica não ser capaz de o ultrapassar e resolver cabalmente. 
Com efeito, baixas taxas de crescimento, conjugadas com significativos (quando não elevados) défices público e externo, baixos níveis de investimento, elevado desemprego conjugado com baixos salários (médios), fortes desigualdades na repartição do rendimento, geradores de desequilíbrios e elevada tensão social, traduzem indiscutivelmente um problema cuja persistência temporal tem de ser motivo de grande preocupação e atuação determinada. Caímos assim, em pleno, no domínio da política (pura e dura).
Mas porquê, então, este estado de coisas? Quais as verdadeiras causas para esta longevidade dos problemas? A resposta sintética para estas perguntas é simples, mas extremamente difícil de concretizar. Com efeito, a verdadeira solução passa por um conjunto de reformas (incluindo a da estrutura da economia) que assentam e implicam a remoção inexorável de privilégios fortemente entrincheirados (rendas excessivas, estatutos de favor, capitalismo “de benesses”, etc.). Reside aqui a grande dificuldade. 
Daqui se infere imediatamente o papel decisivo que o sistema político terá de desempenhar com vista a ultrapassar essas dificuldades. Sem um sistema político que verdadeiramente represente os cidadãos e com o qual estes largamente se identifiquem, não será possível ganhar a sua confiança, o que constitui factor decisivo de sucesso. Reside aqui a justificação para o aparecimento do manifesto “Por Uma Democracia de Qualidade”, o qual pugna por uma reforma do sistema eleitoral que dê maior voz aos eleitores na escolha dos seus representantes, em detrimento do papel determinante que atualmente é dado aos directórios partidários e aos grupos de interesses. 
Não obstante o enorme contributo que um sistema eleitoral que assegure maior representatividade daria para melhorar o nível de responsabilidade (accountability) e a prática política, é óbvio que tal não seria suficiente para assegurar uma maior eficácia do sistema de governança. Esta pressupõe, como já tem sido afirmado, a existência de um desígnio largamente partilhado para o país, uma estratégia que lhe dê corpo e regras de atuação criteriosas e transparentes, assentes na análise correcta e verdadeira da realidade. Em contrapartida, actuações com base em visões parcelares, enviesadas e deturpadoras da realidade são incompatíveis com um tal desiderato, e mais não visam que preservar os interesses instalados. 
Não é, porém, somente por recurso a meias verdades que o status quo é mantido. Maior contributo é-lhe indiscutivelmente fornecido pela política do “faz-de-conta”, traduzida na prática de que, muito embora os factos respeitantes a situações reprováveis, condenáveis e quando não criminosas se tornam públicos, os mesmos ficam impunes, por “obscuras” razões. Ou será por bem “claras” motivações? 
O volume de casos vindos a público, denotando comportamentos ilícitos, práticas de corrupção, fraudes e outros comportamentos criminosos, sem que ocorram e sejam conhecidas as penas em que incorreram os seus autores, é não só desprestigiante para o nosso sistema político, como altamente preocupante. Como é assim possível falar de democracia e Estado de direito?
Megaprocessos judiciais (aliás, com nomes sugestivos e reveladores) que nunca chegam ao fim, ou entretanto prescrevem, enquanto os visados continuam incólumes na praça pública, não obstante os prejuízos causados às suas empresas, ao sistema financeiro e ao país! Há mesmo quem tenha dado chorudos presentes a banqueiros entretanto falidos, sem que o caso tenha sido imediatamente julgado e os incriminados condenados, se fosse caso disso. Como é tudo isto possível num país ocidental, europeu e da Zona Euro? Ninguém se interroga, ninguém actua… fazemos todos de conta? No entanto, continuamos a ouvir e até a ser confrontados por governantes com a interrogação: se os portugueses são tão competentes, produtivos e eficientes quando emigram, porque é o seu desempenho distinto no seu país? Ingénua pergunta, ou será que continuamos todos a querer fazer de conta? Não conhecemos nós todos as razões e o compadrio que permitem este estado de coisas, incluindo nele a conivência dos órgãos de soberania? 
É preciso saber dizer… basta! Enfrentemos a realidade. E comecemos por encontrar um desígnio nacional, inspirando-nos para isso na nossa história dos Descobrimentos, altura em que efetivamente fomos grandes. Defina-se uma estratégia de compromisso credível e uma forma de governança pragmática, orientada para a resolução dos problemas e susceptível de a pôr em prática. Implementem-se as reformas necessárias, a começar pela do sistema eleitoral e político. O actual está caduco, assenta nos privilégios e estimula-os. 
Como sabemos, em termos de calendário político estamos no início de um novo ciclo. Esforcemo-nos, pois, para que ele nos traga também um tempo novo. De maior justiça, de maior inclusão social, de maior bem-estar e felicidade. Façamos votos para que o facto de termos agora na Presidência da República um professor de Direito faça com que a nossa República igualmente se transforme num verdadeiro Estado de direito.
José António GIRÃO
Professor da FE/UNL
Subscritor do Manifesto Por uma Democracia de Qualidade

NOTA: artigo publicado no jornal i.

 

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por John Wolf, em 18.03.16

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Estou mesmo desiludido. Tanta coisa nos idos de Évora e agora nada. Não há quem organize um evento de defesa de Lula na Aula Magna da Universidade de Lisboa? Não existirá modo de financiar um cartaz alusivo à forma descarada como estão a destruir o carácter do homem? O próprio Lula da Silva tem mais espírito empreendedor do que aqueles que marcaram as conferências de José Sócrates. O santo serralheiro já meteu mãos à obra e estará na manifestação pró-Dilma. Que bonito. Só tenho a acresecentar o seguinte. Mal estalou o escândalo de Lula no Brasil, os mercados encararam o evento como algo de positivo. O ETF do Brasil (ticker: EWZ) valorizou de um modo dramático (ontem fechou com ganhos na ordem dos 8%). Por outras palavras, os investidores internacionais observaram o fenómeno como sendo o início de uma “limpeza profunda” da realidade corrupta do Brasil. A partir destes factos poderemos extrapolar qual será o comportamento dos mercados em relação a Portugal quando for deduzida a acusação contra José Sócrates. Em suma, mas sem querer aconselhar caminhos de investimento, Portugal, por analogia, pode vir a beneficiar da clarificação judicial que estará implícita no processo Marquês. Afinal Sócrates ainda pode dar algumas alegrias a pequenos e grandes aforristas. É tudo por hoje. Boa noite.

 

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por John Wolf, em 16.03.16

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As 10 orçamentiras

 

“Cada filho vale 600 euros” – filhos? A taxa de natalidade mais baixa da Europa, ok? “IMI: taxa máxima em 0,45% e desconto por filho” – por filho? A taxa de natalidade mais baixa da Europa (outra vez). E não explicam qual o rácio de descendentes por metro quadrado? 7 anões por T0 ou 4 irmãos por moradia unifamiliar. “IVA na restauração” – simpático o bife de Seitan e o pudim de Tofu. Perguntem ao chefe Silva o que pensa da brincadeira? “Apoio ao desemprego: majoração para casais e apoio extraordinário” – Lembram-se do Rendimento Social de Inserção? Pois. Isto é diferente. Vai apenas eternizar a condição de desempregado. Nem vale a pena sair da cama. “Consumo mais caro: ISP, ISV, Tabaco” – pensava que iam devolver o poder de compra ao Zé. “Taxas moderadoras descem” – é despachá-los logo na Linha Saúde 24 e evitar que se desloquem ao centro de saúde. “Funcionários públicos sem cortes” – sim, os eleitores especiais devem ser recompensados. “Aumento das pensões” – não, não são 60 cêntimos. Esses fazem falta para mais meio litro de gasóleo. “Tarifa social de água e luz” – duches às escuras acabaram. “Apoios sociais: CSI, abono de família – manuais gratuitos, mas encomendados a editoras de amigos, está bem?

 

 

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(Crónica de ontem na plataforma Sapo24)

Sei que já se disse tudo sobre Nicolau Breyner. A sua morte, além de nos apanhar de surpresa, revelou o lado transversal da sua existência. Não foi apenas o grande actor que morreu. Nem o realizador, ou o criativo, ou o humorista. Ou até mesmo o ser humano generoso. Foi um pouco mais do que isso: foi o artista que tocou toda a gente, todas as gerações, na multiplicidade de Nicolaus que nos mostrou ao longo de décadas de vida pública, enquanto actor – mas numa única personalidade. A sua.
Um homem como nós. Artista, mas igual a nós. Com uma pontinha de génio, mas igual a nós. E em muitas frentes, capaz de ser melhor do que a maioria de nós. O seu exemplo é uma lição que serve artistas, políticos, agentes culturais: a autenticidade é a mais rica e sábia forma de viver a vida – e quando essa vida é publica, obter reconhecimento e sincera admiração. A transparência com que Nicolau Breyner viveu, da forma como encarava a profissão até ao apego genuíno às origens alentejanas, resultou nesta unanimidade.
Num mundo de actores e personagens, de figuras construídas em gabinetes, de sorrisos falsos e aparências, é sempre a autenticidade que acaba por ganhar a taça. Lembremos Raul Solnado, ou Eusébio. E vejamos agora Nicolau Breyner…
Pode parecer exótico, ou mesmo forçado, o que se segue, mas a verdade é que dias antes da morte de Nicolau, e de assistir a esta comoção nacional, tinha estado a conversar com um amigo sobre esta ideia da autenticidade, da verdade interior tornada exterior, a propósito de outra figura, e num contexto radicalmente diferente. Debatíamos a chegada à liderança do CDS de Assunção Cristas e a entrevista que deu, na semana passada, ao Victor Gonçalves, na RTP. E eu, que estou longe de ser um apoiante daquele partido e das suas ideias, senti nas palavras de Cristas coerência, sinceridade, e acima de tudo essa mesmíssima característica: autenticidade. Pensei: esta mulher pode, por esta via, conquistar votos para o seu partido. Contrariar o folclore da política do costume com uma atitude sincera, despida de floreados e chavões, com menos preconceitos e maior pragmatismo. Dizendo o que pensa sem previamente pensar naqueles que quer conquistar.
Mais do que fartos da política em si, os portugueses parecem estar fartos da conversa oca, dos lugares-comuns, do mais do mesmo – e talvez desejem, de uma vez por todas, clareza, verdade e transparência. Neste quadro, a atitude de Assunção Cristas, desde que tomou conta do CDS, pode ganhar uma expressão inesperada em eleições futuras. Não necessita de ser populista para ser popular – se for autêntica e não enrolar o discurso no vazio habitual.
E é por entre estes pensamentos que sou surpreendido com a entrevista (uma vez mais, de Victor Gonçalves) a Carlos Cruz, na prisão da Carregueira. Carlos, cuja afirmação de inocência prolonga a sua prisão, que já demonstrou em livro os erros crassos do seu julgamento, e a certeza de que devia estar livre e absolvido, sublinha o poder da autenticidade. Sem ressabiamentos nem desejos de vingança, sem agressividade ou sequer acusações gratuitas, afirma a sua liberdade da forma mais consistente que é possível: uma vez que é inocente, sente-se livre dentro de uma prisão – enquanto aqueles que o julgaram podem porventura sentir a prisão da injustiça. As palavras de Carlos Cruz tocam-me por terem o poder do desprendimento que só os homens autênticos conseguem atingir.
Numa entrevista que deu à minha amiga Anabela Mota Ribeiro, e que se pode ler na íntegra aqui, Nicolau Breyner afirmou: “Tenho vergonha enquanto ser humano, enquanto cidadão, de coisas que vejo. O meu desacreditar é tão grande que já não estou a falar só de Portugal. Isto passa-se em todo o mundo, de outras maneiras. É promíscuo, é porco. Somos cada vez mais números e cada vez menos seres humanos”. Esta desabrida sinceridade, em que tantos se revêm, é um começo de mudança, e tem eco um pouco por todo o lado.
E é nesse medida que, ouvindo Assunção Cristas, percebi que talvez o CDS tenha ganho a liderança certa no tempo certo. Como pude manter a certeza que alimento desde o primeiro dia: Carlos Cruz é um homem inocente. Tudo uma questão de autenticidade. Quer estejamos ou não de acordo.
Envolver estas três figuras, estes três protagonistas, numa única crónica, debaixo de um chapéu comum, pode parecer bizarro. Mas eu sempre achei que Sérgio Godinho tinha razão: isto anda tudo ligado.

 

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«Impõe-se que o Ministério da Educação faça cumprir novamente a Constituição da República Portuguesa onde ela está a ser flagrantemente violada, nomeadamente impedindo que as escolas públicas pressionem direta ou indiretamente os seus alunos para a participação em cerimónias de uma qualquer religião, incluindo naturalmente da religião católica e a utilização do tempo letivo para a realização destas práticas.»

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Jedi é um labrador de 4 anos, de Glendale, nos Estados Unidos. Mas este cãozinho tem uma habilidade extraordinária: O cão alerta para a vida do seu dono, Luke Nuttall, 7 anos, todos os dias. A forma como este animal faz isso é incrível.

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Uma noite, Jedi assustou-se e olhou em volta. Ele percebeu que Luke, que dormia profundamente ao lado dele, estava em estado crítico.
Felizmente, Jedi saltou  na cama da mãe e acordou-a com patadas, bem a tempo de evitar o pior.
Luke sofre de diabetes e, por isso, a mãe logo imaginou qual poderia ser o problema. Ela então mediu a glicose e a pressão sanguínea do menino e viu que os resultados estavam muito baixos! Luke tem um aparelho que monitora continuamente os seus níveis de açúcar no sangue, mas Jedi foi muito mais rápido que a máquina!
O labrador sentiu as mudanças químicas no suor de Luke muito mais rápido do que o medidor e, por isso, ele foi capaz de alertar Dorrie a tempo. Jedi, na verdade, foi treinado como um cachorrinho de assistência médica.

O cão tem salvo a vida de Luke por 3 anos e, como recompensa por soar o alarme na hora certa, o labrador é presenteado com uma festinha. Ele recebe biscoitos, abraços e muitas brincadeiras.
Estes dois formam uma equipa e tanto. Tomara que a cura seja encontrada logo para que Jedi e Luke se divirtam juntos.

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O crédito não foi para as massas?
Não, isso é um outro mito. O acesso ao crédito está muito concentrado nos quintis de rendimento mais elevados. Nomeadamente no crédito à habitação, que representa 80% dos empréstimos. No crédito ao consumo, a coisa é mais democrática, embora as condições desses empréstimos sejam muito mais penalizadoras, com taxas de juro muitas vezes usurárias. A habitação é um exemplo de como há aqui vários interesses em causa. E o que nós temos é toda uma aceitação do modelo de provisão privada de habitação, que hoje já não é contestado. Actualmente, quando pensamos em Estado Social, pensamos em saúde, em educação, e a habitação desapareceu. Isso tem a ver com o sucesso do próprio processo. Depois há um caso que é aparentemente contrário, o da água, em que temos a provisão ainda sobretudo pública. Mas o que tivemos foi, tal como aconteceu com a habitação, um enorme fluxo de capital estrangeiro, sob a forma de dívida.

Excerto da entrevista do Nuno Teles ao Público, saída hoje, em que este se refere a vários aspectos do trabalho que tem vindo a desenvolver com a Ana Cordeiro Santos e o João Rodrigues sobre a financeirização do capitalismo em Portugal e responde ainda a uma série de questões sobre as condições necessárias a uma estratégia de desenvolvimento para este país.

 

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São duas e dezasseis da manhã. Não tenho relógio nem telemóvel comigo, mas acabei de passar por uma janela aberta e lá de dentro veio um grito que picou o silêncio como uma agulha: “São duas e dezasseis da manhã! Deita-te!”. É por isso que sei as horas. A noite é de seda escura.

Era uma voz de mulher, talvez a mandar o filho para a cama. A rua onde caminho atingiu o seu ponto mais alto e posso ver a cidade que se estende até ao mar. Algumas luzes pairam acesas no céu e confundem-se com o céu estrelado. Talvez nelas haja mais mães a mandar um filho para a cama. Talvez um casal ainda discuta o péssimo domingo que teve ou um pai fume um cigarro cansado. Em cada luz acesa podem estar duas pessoas que se encontraram por acaso na vida, se apaixonaram e agora estão ali num gesto comum qualquer às duas e dezasseis da manhã. Talvez haja sexo por aí.

Uma vez percorri esta mesma rua de mão dada, também durante a noite. Estava apaixonado e não reparei em nenhum ponto brilhante na sombra de um edifício. Queria chegar a casa o mais depressa possível para curar o corpo da minha bebedeira de Amor. Talvez alguém, como eu, tenha reparado nesse dia na luz acesa da minha casa e pensado exactamente o mesmo que eu.
Quando duas pessoas se apaixonam, depois do Amor e do corpo, querem o conforto que um gesto comum pode dar às duas e dezasseis da manhã. Se o tiverem, estão bem.
 

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Ofereci 12€ ao MNAA para comprar um quadro de Domingos Sequeira

A menção que acompanha o meu gesto simbólico é esta: Para os que fazem e para os que protegem as artes, não para os que delas se servem.

Quem vai pagar os 60-80 milhões da teimosia de meia dúzia de burocratas e de meia dúzia de populistas da casta partidária que temos, pelos famosos Mirós do BPN que ninguém viu, nem avaliou? Os contribuintes do costume, certo? Este cacau perdido, cujos responsáveis ninguém conhece, daria para tirar os museus nacionais da indigência em que se encontram. Já alguém pensou nisto?

A passagem da anterior secretaria de estado da cultura cor-de-laranja a ministério cor-de-rosa significou uma duplicação dos gastos em gabinetes, ou seja, em burocratas e clientela partidária.

Esta despesa inútil teria sido certamente suficiente para comprar os pixels em falta na campanha ‘Vamos Pôr o Sequeira no Lugar Certo’. No entanto, lá veio o peditório de quem tem o cinto de segurança partidária bem apertado aos que não sabem se terão emprego, ou empresa, no próximo mês.

Não só a fatia da Cultura no Orçamento de Estado de 2016 diminuiu em termos absolutos (João Soares e o seu Ministério têm menos 44 milhões de euros do que a Secretaria de Estado que foi de Jorge Barreto Xavier), como em termos relativos coloca muitos problemas: o orçamento dos gabinetes duplicou em relação à gestão anterior, devorando ainda mais um orçamento já de si miserável, e fizeram-se previsões de receita imprudentes, como no ICA—Instituto do Cinema e do Audiovisual, que poderão deprimir ainda mais a realidade da disponibilidade orçamental anunciada.

Será que a Cultura precisa dum ministério, ou a coisa resolver-se-ia simplesmente com alguma modernidade institucional, estratégia, boa gestão e certamente mais dinheiro? Afinal, continuamos a milhas dos famosos 1% do Orçamento (teriam que ser 600 milhões de euros em 2016).

A Geringonça não trouxe, nem mais dinheiro, nem mais esperança à Cultura indígena, pois vai andar por aí a cortar fitas com 0,29% do OE2016 no bolso. E resta saber com que transparência e incumbências à albarda.

Estados Unidos da América, Reino Unido, Alemanha, Suíça, Japão não têm ministérios da cultura.

Será que a pujança cultural destes países perdeu alguma coisa com tal pecado? E será que Portugal ganhou o que quer que fosse em manter esta ficção burocrática e autoritária no cada vez mais escanzelado modelo francês de inspiração napoleónica decadente?

Entretanto, o estilo caceteiro impera, sem ideias, sem projetos, sem uma noção de política cultural.

É extraordinário que depois do bota abaixo no Parlamento, na comunicação social, nos blogues e por aí fora, a propósito do dinheiro disponibilizado para a Cultura no tempo em que Jorge Barreto Xavier era secretário de estado de Pedro Passos Coelho, agora toda a Esquerda (não a minha!) e quem a apoia estejam silenciosos e furtivos que nem ratos perante o desastre ambulante que lhe sucedeu.

A DGArtes, por exemplo, tem menos 700 000 euros este ano. Ouviram algum pintor, algum escultor, algum fotógrafo, ou algum ‘investigador’ protestar? Chama-se a isto medo da Esquerda e estupidez. Só a esta falta de luz se pode louvar quem na Esquerda faz mal, e deixar de valorizar quem no Centro ou na Direita fez melhor.

É a tímida democracia que temos? Ou somos todos, afinal, indigentes e corruptos?

 

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Algumas pessoas são capazes de esgotar as tuas reservas de optimismo e boas vibrações.
Já deves ser se encontrado com algumas pessoas que transmitem bons valores e atitudes positivas. Normalmente, tendemos a querer ser amigos e estar em torno de tais pessoas, por razões óbvias.

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No entanto, existe um outro tipo de indivíduos que tendem a enfraquecer o nosso estado emocional. As razões pelas quais os vampiros emocionais emanam sentimentos maus nos outros são variados: pessimismo, egoísmo, narcisismo, assuntos trágicos e pornográficos, imaturidade, falta de empatia …

Os ”vampiros emocionais”: pessoas que criam confusão por onde passam
Hoje vamos aprofundar a personalidade desses vampiros emocionais; indivíduos que, inconscientemente ou não, têm a capacidade de roubar a energia e a alegria das pessoas ao seu redor, criando uma aura de negatividade.
O principal problema que os vampiros emocionais causam não é apenas a atmosfera nublada da sua presença, mas como interagimos com eles diariamente, isso acaba gerando altos níveis de estresse e fadiga emocional.
Devemos considerar que o estado emocional das pessoas ao nosso redor, eventualmente, nos afecta: as emoções são contagiosas, tanto para o bem quanto para o mal. E quando as emoções negativas se mantém por um bom tempo, os problemas psicológicos (e até algumas doenças) podem começar a aparecer.
É por esta razão que, se não tivermos outra escolha a não ser conviver com um vampiro emocional, precisamos aprender a identificar as suas características distintivas e saber lidar com as suas más vibrações.

Seis personalidades típicas de vampiros emocionais
Indivíduos que se alimentam da energia emocional dos outros são susceptíveis a manipular emocionalmente suas ‘vítimas’ para atingir seus objetivos. Muitas vezes eles se aproximam das pessoas ao seu redor para externar a sua negatividade e se aproveitar do poder do seu interlocutor.
Além disso, uma vez que descarregam o seus pensamentos e emoções negativas, eles deixam a cena e se preparam para encontrar outra pessoa para descarregar o seu desconforto.

Empatia zero
Vampiros emocionais caracterizam-se por ter muito pouca empatia. Mostram-se claramente egoístas ao usar a presença de outra pessoa para esvaziar toda a sua negatividade acumulada, não se importando que isso possa gerar desconforto e angústia  para o seu interlocutor. Eles não se colocam no lugar do outro.
Embora tenham certos aspectos em comum, vampiros emocionais podem assumir várias formas. É por isso que segmentamos um total de sete personalidades típicas de pessoas que roubam o seu otimismo.

1. Personalidade exigente
Não só se encarrega de apontar as tuas falhas como também contraria tudo o que fazes ou diz. O teu objectivo principal é fazer tu te sentires inferior a ele. Estás sempre errado e ele sabe a verdade de tudo. Além disso, se te questionares a tua atitude, o normal é que ele se justifique dizendo que “só quer o melhor para ti.”

Se ficares perto dessa pessoa por algumas horas vai notar que muito do que ela diz são críticas e mais críticas. Nada parece certo, desde coisas banais como o último filme que viste ou a série de televisão que está na moda, até as tuas idéias, os teus gostos ou o teu comportamento.

Este tipo de vampiro emocional é tão intransigente que acaba sendo irritante e pode levá-lo a um estado emocional terrível. Tem cuidado para não te infectares e começares a criticá-lo também!

2. Personalidade pessimista
O vampiro emocional também pode assumir a forma de pessimista inveterado. Sempre vês a vida com o copo meio vazio, tudo parece negativo e vais sofrer horrores para convencê-lo de que está sendo pessimista demais … porque ele sempre prepara um contra-argumento que “prova” que a existência não vale a pena.
Se conviveres com este tipo de pessoa, pode acontecer de acabares te convencendo de que a tua visão das coisas estava errada e te tornares também uma pessoa pessimista, negativa e sem esperança de melhoras.

3. Personalidade catastrófica e pornográficas
Os vampiros emocionais também podem ser alarmantes. Esta personalidade leva o pessimismo ao extremo, para eles qualquer fato ou situação leva a uma escala apocalíptica.
Os seus tópicos de conversação favoritos se referem a catástrofes e matanças que ouviram nos programas de notícias ou mesmo desastres que não ocorreram, mas que na sua opinião, acreditam que poderiam acontecer. Outro tipos, tem apenas a pornografia como assunto primário proliferado nas rodas que frequenta.

Este tipo de vampiro emocional acredita firmemente que a vida se resume a enfrentar uma longa lista de perigos iminentes e infortúnios. Se tiveres a infelicidade de conviver com alguém assim, vais logo perceber que te sentes exausto com frequência e, na pior das hipóteses, podes começar a incorporar algumas das suas paranóias.

4. Personalidade vitimista
É aquela típica pessoa que não para de reclamar sobre tudo o que acontece. Indiferente se as coisas estão indo bem ou mal, ela sempre encontra razões para se queixar e se fazer de vítima.
Numa pessoa vitimista é muito difícil de encontrar apoio emocional, pois ela sempre vai acreditar que os teus problemas são muito mais importantes do que os seus. É provável que notes que o vitimista quer que você faça um download de todos os teus problemas quando ele fala, mas raramente se mostra aberto para ouvir e oferecer apoio quando é tu quem precisa falar dos seus problemas.

5. Personalidade agressiva
São pessoas que reagem violentamente sem motivo. Se disseres ou fizeres algo que não lhes parece bom como, por exemplo, um gesto mal interpretado ou por um comentário fora de contexto, isso poderia ser o suficiente para acender a tua fúria.
A suas reações são desproporcionais, de modo que pode ser um problema grave se não tiveres cuidado com o que faz ou diz. É claro que conviver com uma pessoa que o obriga a calcular milimetricamente tudo o que fazes ou dizes não é positivo para a tua saúde mental. E, escusado será dizer, que vais te sentir esgotado após dez minutos de conversa com o vampiro emocional agressivo.

6. Personalidade sarcástica
Esta é a personalidade de um vampiro emocional especialmente irritante. A pessoa sarcástica adora atirarr ironias sobre ti, dardos envenenados, e ao mesmo tempo se proteger atrás da leveza de uma “simples brincadeira.” Assim, ninguém pode culpá-lo por ser rude, porque “era apenas uma piada”.
Embora, às vezes, as tuas observações possam ser engraçadas e espirituosas, a verdade é que muitas vezes excedem os limites do respeito e são cruéis para outras pessoas. Se estiveres muito exposto a uma pessoa que faz comentários sarcásticos e cortantes sobre ti, isso pode acabar com a sua auto-estima. Além disso, é cansativo. É como um soldado isolado em território inimigo: você só pode rezar para que as bombas não caiam sobre ti.
Como são vampiros emocionais comportam?
Vampiros emocionais se aproveitam de dois elementos para começarem a roubar a energia emocional daqueles que os rodeiam: Tempo e proximidade. É preciso que consigam ​​definir certos laços emocionais e de amizade com a outra pessoa. A partir daí, basta tirar proveito das tuas fraquezas.
Por isso é muito difícil manter um bom estado emocional se o vampiro emocional é uma pessoa que faz parte do nosso círculo interno: família, amigos ou cônjuge. Quando mais próxima for a relação, mais ela vai lhe causar efeitos nocivos.
O vampiro emocional sabe como escapar
Normalmente, o vampiro emocional tenta humilhar ou desqualificar os outros, mas muitas vezes se escondem atrás de justificativas e pretextos para demonstrar o teu ponto de vista e ”provar” para os outros como é bom.
Alguns vampiros podem não estar cientes de que estão roubando a tua energia emocional
No entanto, é claro que podem haver casos em que a personalidade do vampiro emocional não é experimentada conscientemente. Alguns vampiros emocionais não são capazes de perceber que se comportam assim, e não estão cientes dos efeitos negativos das tuas ações sobre as pessoas ao teu redor.
As causas do comportamento vampírico
Às vezes não percebem que o teu comportamento pode ser causado por situações ou eventos traumáticos que viveu anos atrás (ou talvez também por imitar comportamentos e atitudes  disfuncionais que viu em seus pais), e o produto disso é que suas relações com outras pessoas é influenciada por esses mecanismos de defesa que foram adquiridos e consolidados como parte de sua personalidade.
Cabe-te a tiavaliar se o vampiro emocional merece uma segunda chance
Naturalmente, o facto de que alguns vampiros emocionais não estarem completamente cientes de que estão sugando o teu bem-estar emocional não é desculpa para irrelevar o dano que causam em ti.
É uma questão de detectar o problema cedo e tomar as medidas adequadas e justas: em alguns casos, uma conversa sincera pode surtir efeito e consertar a situação. Em outros casos, a melhor solução é distanciar-se deles.

 

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Compreender exatamente o que se passa no Brasil é tarefa impossível: a complexidade e o ritmo vertiginoso dos acontecimentos não permitem. Mas há coisas que vão saltando olhos dentro.

Sete factos curiosos

1. Nas manifestações do 2013, convocadas pelos jovens militantes do Movimento Passe Livre, que lutavam por transportes públicos, educação, emprego, democracia e transparência, os manifestantes foram violentamente reprimidos pela polícia militar, a mesma acusada de racismo e de crimes impunes nas favelas pobres. Esta quinta-feira, em Brasília, segundo a Folha de São Paulo, “os manifestantes saúdam os policiais militares, que retribuem os cumprimentos”. Dá para desconfiar.

2. Nas manifestações contra o governo, há cartazes que clamam por um golpe militar, pelo regresso da ditadura e pela “exterminação dos ratos vermelhos”. A rua é o lugar legítimo do conflito e da expressão de descontentamento. Mas num país que teve 21 anos de ditadura há não muito tempo, o que é que isto nos diz sobre a pulsão política por detrás destas movimentações?

3. Há dois dias, no Rio de Janeiro, houve uma manifestação dos professores e alunos em apoio à greve dos funcionários da educação, com milhares de pessoas. A Globo, que é atualmente a grande promotora das manifestações de rua, não deu sequer notícia. Estranho?

4. Pelo que se vê, nas marchas pela impugnação da Presidente eleita, só há brancos. Quer dizer, há alguns negros: por exemplo, as “babás” que tomam conta dos filhos dos patrões que se manifestam, como retratava uma fotografia que se tornou viral. Num país como o Brasil, o que é que isto revela sobre a composição e a natureza deste movimento?

5. O presidente da Câmara de Deputados, transformado em arauto anticorrupção que pretende que a impugnação de Dilma avance, é ele próprio arguido na operação Lava Jato e acusado de corrupção. Como referência moral e política dos dias que correm, não deixa de ser curioso.

6. O juiz Itagiba Preta Neto, que determinou a suspensão da posse de Lula como ministro, é apoiante público de Aécio Neves (o candidato da Direita nas últimas eleições) e partilha no Facebook selfies nas manifestações contra o governo e mensagens a dizer “ajude a derrubar a Dilma”. Quem é que falou num poder Judiciário independente?

7. O juiz que comanda a investigação do processo Lava Jato ordenou escutas à presidente, a Lula e aos advogados de defesa deste já depois de elas estarem suspensas, e fez seguir diretamente as escutas para a rede Globo, que as divulgou de imediato na televisão, poucas horas depois de terem sido feitas. Isto é um juiz ou um assessor político?

O que sobra se não houver democracia?

A corrupção é um crime gravíssimo. Investigar, julgar e prender os corruptos é essencial numa democracia que se respeite.

O PT foi uma das grandes esperanças do Brasil e dos movimentos populares na América Latina. Os primeiros mandatos de Lula trouxeram uma inédita distribuição de riqueza. Mas também foram uma enorme desilusão

O PT foi, durante muitos anos, uma das grandes esperanças do Brasil e dos movimentos populares na América Latina. Os primeiros mandatos de Lula trouxeram uma inédita distribuição de riqueza, com milhões de brasileiros a sair da pobreza e programas públicos que deram acesso à saúde, à educação e a um mínimo de dignidade a sectores sociais a quem ela fora sempre negada. Mas também foram uma enorme desilusão face às expectativas de transformação que suscitaram. As alianças com sectores retrógrados, as concessões a grandes poderes (latifundiários ou industriais), o envolvimento em relações promíscuas com o poder económico e em lógicas de corrupção que sempre estruturaram o poder do Estado, fizeram do PT um partido que, em muitas coisas, se tornou demasiado parecido com os outros e bem diferente daquilo com que sonharam muitos dos que, na década de 1980 e 1990, viram naquela organização a referência de uma política diferente. O escândalo do mensalão foi apenas um episódio grotesco desta história.

As mobilizações de rua de 2013 deram expressão a um descontentamento popular. Mas o que está a acontecer por estes dias parece ser de uma natureza inversa à desse movimento. Basta ver quem comanda as operações, a dinâmica de ressentimento e ódio social instalada pelos sectores conservadores e o banditismo dos seus métodos

Diante da crise atual, os governos de Dilma avançaram com o “ajuste fiscal” (por cá diríamos austeridade) e com a retirada de direitos. As mobilizações de rua que eclodiram em 2013 deram expressão a um descontentamento popular. Convocadas inicialmente por um movimento de jovens contra os aumentos no preço dos transportes, levaram à rua um precariado excluído económica e territorialmente e descontente com um sistema político minado pela corrupção e incapaz de responder às suas expectativas de uma vida melhor.

Mas o que está a acontecer por estes dias parece ser de uma natureza inversa à desse movimento. Basta ver quem comanda as operações, a dinâmica de ressentimento e ódio social instalada pelos sectores conservadores e o banditismo dos seus métodos. Como dizia um amigo, pior do que uma república de corruptos, só uma república de juízes arvorados em justiceiros politicamente orientados. É que no primeiro caso, a democracia pode defender-se, através da rua e do voto. No segundo caso, é a própria democracia que fica indefesa face à ação de forças que não são escrutináveis.

Tragicamente, parece ser isso que hoje se joga no Brasil. Sem democracia, não há regras e sem regras não há justiça. Sem democracia, o que sobra é sempre a arbitrariedade – e, portanto, a violência dos mais fortes.

Artigo publicado em expresso.sapo.pt a 18 de março de 2016

 

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Há muito que defendo que a melhor parte da minha vida começou aos 50 anos, liberta de todos os constrangimentos que até aí me rodearam. Os amigos riem-se, mas reconhecem a verdade dos factos. Até àquela idade apenas aprendi a viver e a utilizar as ferramentas de que dispunha. E, vá lá, a libertar-me de uns contrapesos que me andavam – sabe-se lá porquê – atrelados.

Acabo de ler na revista Sábado uma noticia em que se afirma que o índice de infelicidade dos britânicos só muda e começa a melhorar quando chegam aos 60. Os resultados foram revelados pelo Gabinete Nacional de Estatística do Reino Unido que interrogou 300mil adultos entre 2012 e 2015 sobre felicidade, satisfação e ansiedade.
Por mim, nem paga a peso de ouro, eu voltava às décadas anteriores. Quando me lembro dos 30 e dos 40, lá para trás, até sinto calafrios…
Depois dos 50 e à excepção da morte de um filho, descobri o que sinto ser a felicidade e aquilo que ela nos pode proporcionar. Descobri, na verdade quem sou e quem quero ser. Está quase tudo definido na vida profissional e na vida pessoal. E a liberdade ousa, finalmente, ser o que nunca foi…Como costumo dizer, abençoados 50 que me permitiram ver, sem óculos, muito bem tanto ao longe como ao perto!
HSC

Nota: Hoje há Estado da Arte

 

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Continuamos a ser o pequeno David vivido entre dois vizinhos gigantes. Mas o David, Rei de Israel que eu conheço, era um simples pastor que soube esperar o tempo. Um guerreiro que sabe de onde vem e para onde quer ir. Eu penso que a história de pequeno David e gigante Golias está repleta de lições para nós. Que cada vitória conquistada seja para glória colectiva e não para nós mesmos.

 

Em todo o caso, é preciso encontrar urgentemente uma solução para o equilíbrio entre o “poder carismático-político e o poder técnico-racional”. Caso contrário, o nosso sistema de governação não se adapta nunca à democracia que sempre queremos para este país. Tenho-o dito desde há muito tempo que o processo de transição de liderança foi precisamente para encontrar uma solução para o Governo, não um Governo de solução para os problemas do país! Temos um Governo inspirado em geração nova liderado por um grande homem chamado Dr. Rui Araújo mas quando não se tem equipa não se pode fazer milagres!

 

Timor-leste não é um país difícil de governar. Tenho, por vezes, algumas dúvidas sobre como os representantes do país exercem as suas competências. Há uma grande discrepância entre capacidade de criar ideias e competência de implementar ideias. O perigo de insucesso da governação mora aqui. Os Partidos têm de estar à altura do desafio. Se não têm, é e será uma desgraça! Porque para governar, não basta ter sentido de politiqueiro, é preciso estar preparado.

 

A actual crise é fruto disso. Temos dificuldades de nos adaptar ao processo evolutivo da globalização. Quando decidimos desafiar os nossos limites, tínhamos consciência de que a única forma de ultrapassar estes obstáculos era estar unidos e ter uma cultura de compromisso em função da realidade. Estamos em desvantagem sob o ponto de vista social e económico no contexto regional! Há um ditado que diz: “podes escolher amigos mas não podes escolher vizinhos”.

 

O país está numa fase em que o “jogo de passa culpas” tem de acabar e dar espaço ao diálogo reflectindo sobre o porquê de nós não conseguimos sair do ciclo de impasse. A origem da crise está muito mais atrás. E está fortemente associada à justiça e de confiança nas instituições do Estado. Há um aumento de indignação e de desconfiança sobre o nosso sistema judiciário que é um pilar e um espelho da nossa democracia, uma referência ético-politica de um Estado de Direito. Temos um Ministro da Justiça que não está à altura do desafio continuando a não encontrar as medidas necessárias para tornar o sector da justiça mais transparente e independente. Ora, isto, naturalmente, coloca em causa o normal funcionamento das instituições do Estado em especial a própria democracia!

 

O futuro Governo terá que ser um defensor da boa governação, que saiba representar da melhor forma o sistema da governação, um sistema em prol do Estado social.

 

Se não for por este caminho, então estamos diante de um sistema anti-social e teremos que desobedecer porque ninguém é escravo da sua própria lei.

 

Este Estado não pode gerir e ser administrado por mãos invisíveis. Para tal, temos que encontrar um Governo de solução.

 

Dada a actual conjuntura política, sobretudo os comportamentos dos eleitores, creio que a formação do futuro Governo passará por entendimentos em diferentes níveis entre a liderança histórica. Uma transição saudável passará por uma liderança de consenso que reúna condições para decidir e ter coragem para implementar a política de reforma. A começar pelas reformas estruturais.

 

Tenho dito.

 

15 Mar 2016

 

António Guterres (Timor).jpg

António Guterres

 

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Para muitos, a felicidade está na quantidade de roupa de marca que guardam no roupeiro, nos telemóveis topo de gama, nos carros da moda, nas festas e viagens de luxo.
Por mais rica que uma pessoa seja, os carros, as casas e tudo mais passa a fazer parte da rotina e muitos regressam a uma tristeza profunda porque depositaram a felicidade em objetos e circunstancias passageiras.

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Admiro as pessoas nobres que não se acham – mais do que ninguém!

A felicidade do ser humano nunca esteve nem estará nos objetos, mas sim em algo mais profundo como a liberdade o amor, os atos mais simples são os mais nobres a humildade é a forma mais maravilhosa que as pessoas podem ter na sua vida.
Os grandes seres humanos que já passaram por este mundo nunca foram ricos e alguns estiveram mesmo perto da miséria, mas deixaram grandes lições para toda a humanidade. O importante para ser feliz não é o dinheiro, fama ou poder mas sim o amor incondicional e a liberdade.
Muitos não sabem o que é amar e por isso precisariam de umas aulas dos animais. O cão é um bom exemplo que ama com devoção o seu dono e é um fiel amigo e um fotógrafo descobriu isso a tempo e partiu rumo à felicidade.
Theron Humphrey é um anjo na vida de Maddie que o salvou a minutos de ser abatido num canil.
Maddie era um cão carregado de traumas quando foi resgatado por este homem, mas que a pouco e pouco foi descobrindo que aquele humano o tinha salvo da morte certa e ambos se transformaram nos melhores amigos.

Ambos partiram rumo à felicidade numa aventura fenomenal pelos Estados Unidos que agora chega até nós num conjunto de fotografias maravilhosas que demonstram que a verdadeira felicidade está em ser livre e feliz.
Observa as fotos que são uma grande lição para as pessoas neste mundo, tão presas ao dinheiro e esquecidas de como o planeta é belo e deve ser aproveitado.
Nunca devemos esquecer que por mais tempo que uma pessoa viva será sempre um sopro na história do planeta, um grão de pó que o vento levou….

Salva cão

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 Na saga Guerra das Estrelas, episódio III, Anakin Skywalker e Obi-Wan tentam resgatar o Chanceler Palpatine, sequestrado pelo General Grievous. Depois do resgate, quando Anakin regressa a casa, Padmé, a sua mulher, conta-lhe que está grávida de um filho seu. A partir desse momento, Anakin passa a ter pesadelos relacionados com esta notícia, prevendo que Padmé morreria durante o parto. Dominado pelo medo e obcecado pelo Bem, junta-se aos Sith, seduzido pelo Lado Negro da Força. Anakin Skywalker passa, assim, a ser o famoso vilão da história do cinema Darth Vader.

Este absoluto desejo pelo Bem conduzi Anakin ao Lado Negro na medida em que ultrapassa os seus pontos de equilíbrio e ignora as barreiras do seu próprio ego e da sua moral. Foi o medo da barbárie que conduziu Anakin Skywalker a Darth Vader.

Já na trilogia Batman, de Christopher Nolan, deparamo-nos com o contrário. Bruce Wayne compreendeu a existência de limites à luta pelo Bem. Em ‘O Cavaleiro das Trevas’, o segundo da saga, face à presença do Mal absoluto, encarnado por Joker, Batman é conduzido à pergunta final: o Mal absoluto de Joker legitima ou não o poder absoluto do Bem de Batman? Bruce Wayne faz o percurso contrário ao de Anakin Skywalker e rejeitou a resposta fácil. Batman aceita o seu lugar secundário na história, aceita não ser o herói, aceita comprometer-se com a realidade e, pasme-se, aceita ainda passar pelo papel de vilão.

No último episódio, ‘O Cavaleiro das Trevas Renasce’, Alfred Pennyworth, o mordomo de Bruce Wayne começa por pedir-lhe que não faça renascer Batman. O milionário decide o contrário, mas o filme termina com um Bruce Wayne maravilhosamente transformado num ser humano que, aceitando o fim de Batman, reconhece também que o Mal é uma inevitabilidade e assente que é apenas um homem e não um herói. O fim da trilogia não é unívoco. Pode parecer que Bruce Wayne desistiu; pode parecer que Bruce Wayne se rendeu ao cinismo e à indiferença, à não distinção entre o Bem e o Mal. Não creio. No fim da trilogia de Nolan, Bruce Wayne aceita-se, conforma-se com os seus limites e presta-se a viver uma vida simples, decente e sem a aspiração ao Bem absoluto.

 Tzvetan Todorov, filósofo búlgaro radicado em França, afirmou, em ‘O medo dos bárbaros: para além do choque de civilizações’, que é o medo dos bárbaros que ameaça converter-nos em bárbaros, no sentido em que a cura pode ser muito pior que a doença. Bruce Wayne compreendeu isso. Não quer isto dizer que o Mal deixe pura e simplesmente de ser combatido. Pelo contrário. Quer dizer que o Bem ganha quando nos recentrarmos, quando soubermos que é no nosso quotidiano que ele se pratica. E quando deixarmos de tentar ser heróis. Numa época em que os dedos da acusação se apontam com tanta facilidade, era bom que a mensagem de Bruce Wayne se espalhasse. Era bom que aprendêssemos que somos falíveis – e que é por isso que precisamos de salvação. E que também precisamos que nos deixem falhar à vontade.

 

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A palavra cancro causa arrepios em todo o mundo e milhares de pessoas morrem anualmente vítimas deste assassino silencioso, mas muito doloroso.
É um pesadelo também para os familiares que acompanham de perto a morte chegar e a sensação de impotência por nada conseguirem fazer para salvar os seus entes queridos

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Milhares de milhões de euros são gastos anualmente em investigação e tratamentos para tentar salvar o maior número possível de pessoas das garras desta doença, mas infelizmente a luta é desigual e em grande parte dos casos a doença acaba por vencer. Porém a reviravolta nesta luta contra o cancro pode ter os dias contados.
O Houston Methodist Research Institute é um centro de investigação norte-americano que estuda formas de cura para esta tenebrosa doença o que pode já ter acontecido a avaliar pelos resultados obtidos em ratos.
Muito resumidamente um cancro metastático dá-se quando o tumor se espalha rapidamente por todos os órgãos do corpo humano. Mauro Ferrari,  líder desta investigação adianta os resultados preliminares e vem aumentar a esperança de vida dos doentes com tumor, caso aconteça aos humanos o mesmo que aconteceu com os ratos.

Em metade dos ratos com cancro do pulmão foi aplicada terapia convencional quimioterapia e radioterapia e a outra metade ao novo método de tratamento.
A metade tratada com o novo método viveu mais 8 meses o equivalente a 24 anos nos humanos, os restantes morreram.
“… esta descoberta é uma revolução. Inventámos um método que permite a nanopartículas penetrarem dentro do cancro e libertar o medicamento nas células. Com este método (…) conseguimos alcançar aquilo em que a quimioterapia, as vacinas e a radioterapia falharam”.

CancroCancro

Este novo método camufla capsulas de silicone com nanopartículas com um medicamento chamado doxorrubicina. O silicone permite esconder o medicamento até atingir as células cancerígenas, chegando às células a capsula rebenta liberta a substância e mata o tumor.
Mauro Ferrari que há 20 anos estuda a doença diz que “já não é uma sentença de morte” em declarações à Phys.org: Não quero fazer promessas falsas a milhares de doentes com cancro, mas os dados são estrondosos”.
O trabalho foi publicado na Nature Biotechnology!
Que grande noticia. Partilha com todos esta novidade maravilhosa e cheia de esperança!

 

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«Subjacente a grandes proclamações sobre o respeito dos direitos humanos, do direito internacional e europeu, a realidade é brutal: os vinte e oito estados europeus vão, pura e simplesmente, enterrar o direito de asilo, considerado responsável por atrair centenas de milhares de refugiados. O plano turco- alemão, apresentado na cimeira da UE de 7 de Março, que prevê a devolução à Turquia, praticamente automática, de todos os migrantes, económicos ou candidatos a asilo, foi hoje aprovado pelos chefes de Estado e de Governo, mais uma vez reunidos em Bruxelas. (…)
Sendo o exame individualizado, não haverá “expulsão colectiva”, uma prática proibida pelo direito internacional e pela Carta Europeia dos Direitos Humanos, depois das barbáries nazista e soviética, mas sim expulsões individuais agrupadas … O Secretário-Geral do Conselho da Europa, o norueguês Thorbjorn Jagland, ficou satisfeito com este golpe de magia jurídico, que consiste, na realidade, a negar asilo na Europa a quem passou por um “país seguro” ou “país de primeiro asilo “.
A União regionaliza assim o direito de asilo: durante a viagem, é raro que um refugiado não tenha atravessado países onde não há risco, sendo a perseguição muitas vezes limitada ao seu país de origem. Com este princípio, nenhum cambojano ou vietnamita teria obtido asilo em França na década de 80, uma vez que passaram primeiro pela Tailândia, um país seguro. A partir de agora, caberá aos países que se encontram à volta de áreas de conflito ou de ditaduras a tarefa de gerir o problema dos refugiados. (…)
A questão eminentemente prática do regresso de dezenas de milhares de pessoas não é de todo abordada: será sem dúvida necessário mobilizar o exército para garantir a calma e fretar barcos e charters, encarregados de levar os refugiados e imigrados para a costa turca. As imagens arriscam-se a ser especialmente chocantes.»
Na íntegra aqui (em francês). 
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Rebecca Montano, é a nova heroína dos EUA, porque a empregada salva bebé quando a mãe desmaiou, evitando assim que o o pequeno se estatelasse no chão.

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Esta mãe de 23 anos está “morta”. Mas eles colocam a bebé nos seus braços.
O motivo pelo qual ela coloca fitas zip na carro de bebé é verdadeiramente inteligente.

A cena foi captada pelas câmaras de segurança do supermercado e publicada no Youtube.
Percebi que havia algo errado“, disse Rebecca Montano, quando a mulher chegou à loja com o bebé no colo ao efetuar o pagamento tinha um olhar vago.
De repente, a cara dela ficou com uma expressão vazia, pálida. Parecia que não estava a ver-me e percebi que havia algo errado”, conta Rebecca Montano, acrescentando que agiu muito por “instinto maternal“.
Sou mãe, sou avó. É instinto maternal preocuparmo-nos com as crianças“, disse Rebecca Montano

 
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